Neurociências

A neurociência é um termo que reúne as disciplinas biológicas que estudam o sistema nervoso, normal e patológico, especialmente a anatomia e a fisiologia do cérebro interrelacionando-as com a teoria da informação, semiótica e lingüística, e demais disciplinas que explicam o comportamento, o processo de aprendizagem e cognição humana bem como os mecanismos de regulação orgânica.
Não se pode deixar de considerar as contribuições da cibernética, hoje a neurociência computacional que se define como a ciência da comunicação e controle no animal e na máquina.
Essencialmente é uma prática interdisciplinar, resultado da interação de diversas áreas do saber ou disciplinas científicas como, por exemplo: neurobiologia, neurofisiologia, neuropsicologia, neurofarmacologia (neuropsicofarmacologia), estendendo-se essa aplicação à distintas especialidades médicas como por exemplo: neuropsiquiatria, neuroendocrinologia, neuroepidemiologia, psiconeuroimunoendocrinologia, psicofarmacologia, neurortopedia bucal etc.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A ciência do Yôga


A ciência do Yôga
A prática milenar,  atua no sistema nervoso central, reduzindo o stress e favorecendo a cognição


PICTURE GARDEN/PHOTONICA WIDE IMAGES
Diz o célebre texto Yoga Sutra de Patanjali que a ioga – conjunto de técnicas milenares surgidas na Índia há mais de 3 mil anos – é a supressão das instabilidades da mente. Ou seja, a paralisação voluntária das modificações mentais, os pensamentos. Nesse sentido, nada tem a ver com religião, ginástica ou terapia: ioga é uma filosofia prática. E, segundo esse sistema filosófico, não é possível atingir boa saúde física e mental sem a aquisição de estados mais profundos de concentração. Tratar a prática cientificamente requer adotar uma linha de estudo objetiva, com linguagem atualizada e cuidado de manter suas tradições e princípios originais, sem descaracterizá-los.

O papel dos pesquisadores e da ciência em relação às técnicas é observar e descrever os fenômenos fisiológicos, verificando as formas como o organismo responde às práticas. No caso do yôga, o ciclo completo para sua realização consiste no cumprimento de oito etapas, que envolvem não só práticas e exercícios de concentração, mas também de respiração, de descontração, de purificação orgânica e gestos reflexológicos manuais. Algumas dessas técnicas se destacam pela notória influência no sistema nervoso central. Alguns exercícios têm efeitos neuroendócrinos e neuroquímicos e chegam a provocar alterações estruturais em áreas do cérebro, favorecendo funções cognitivas e aspectos emocionais.

Nos últimos dez anos, com a incidência de transtornos de ansiedade e humor em nossa sociedade, inúmeros estudos tentam demonstrar a importante relação entre emoções e atividade do sistema nervoso autônomo (SNA). Tornaram-se comuns, por exemplo, as crises hipertensivas por stress e principalmente alterações no sistema respiratório em conseqüência de mudanças nos estados emocionais. Indivíduos que sofrem de distúrbio do pânico freqüentemente hiperventilam durante as crises, e um dos recursos para diminuir a velocidade respiratória é justamente a chamada “respiração diafragmática ou abdominal”, técnica extensamente utilizada no yôga.

Tanto a ansiedade quanto o stress e a depressão envolvem a ativação do sistema nervoso simpático (SNS) e do eixo neuroendócrino hipotalâmico-hipofisário-adrenal (HPA). O hipotálamo é a estrutura responsável pela regulação de funções básicas, manutenção e sobrevivência do organismo. Por meio de mecanismos controladores das funções vegetativas e endócrinas, o hipotálamo induz respostas orgânicas às alterações no meio ambiente externo e interno, por exemplo aquelas induzidas por agentes estressores, que permitem ao organismo a adaptação para manter a homeostase (manutenção de condições estáveis para as células). A ativação do SNA pelo hipotálamo é responsável por alterações fisiológicas, como intensificação da freqüência cardíaca, aumento do fluxo sangüíneo para os músculos, da glicemia, do metabolismo celular e da atividade mental e liberação de adrenalina, o que permite melhor desempenho físico e mental.

Efeitos neuroendócrinos e neuroquímicos chegam a provocar alterações estruturais, favorecendo funções cognitivas e aspectos emocionais
Além de estimular o SNA, o hipotálamo (que também é responsável pelo controle de diferentes glândulas endócrinas) ativa o eixo HPA, influindo nas reações orgânicas ao stress. Em uma situação tensa, o hipotálamo sinaliza a secreção do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), também conhecido como corticotrofina, responsável pelo controle da secreção de corticoesteróides (que contêm o cortisol, hormônio do stress) pela glândula adrenal. Além do eixo HPA, o stress ativa a divisão simpática do sistema nervoso neurovegetativo, como parte da reação de luta ou fuga. Como resultado, a noradrenalina das fibras nervosas simpáticas periféricas é liberada em diferentes tecidos, bem como a adrenalina (e também alguma noradrenalina) da medula adrenal, na corrente sangüínea. A constante ativação do SNS, do eixo HPA e a liberação de adrenalina levam a uma situação crônica de stress e depressão, que afetam a integridade do cérebro.

Em 2005, pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen, Alemanha, e da Universidade de Nova York, observaram em mulheres estressadas alterações positivas relevantes em conseqüência da prática de exercícios respiratórios (Pránayáma) e posturas (Ásana) durante três meses. Para avaliá-las, os pesquisadores utilizaram testes psicológicos como a Escala Cohen de Stress Percebido, Inventário Estado-Traço de Ansiedade (STAI), Perfil de Estados de Humor (POMS), Escala CEDS de Depressão e até níveis salivares de cortisol. Segundo a equipe de Gustav Dobos, coordenador da pesquisa, a prática de ioga induz uma redução imediata nos níveis de cortisol e conseqüentemente do stress, apontando para um efeito direto no eixo HPA. O efeito ansiolítico da prática é tão significativo que alguns pesquisadores o têm comparado à influência de medicamentos como benzodiazepínicos.

ANDY LIM/SHUTTERSTOCK
Técnicas orientam o controle voluntário e atuam no sistema cardiovascular
Mente Alerta

Com o objetivo de observar os efeitos calmantes da ioga e sua atuação no SNS, pesquisadores do departamento de psiquiatria do All India Institute of Medical Sciences, em Nova Déli, liderados por G. Sahasi, em 1989, compararam efeitos da ioga aos do ansiolítico diazepam. Ao fim de três meses de pesquisa, os autores descobriram que o grupo que praticou ioga tinha pontuação significativamente menor em escalas de ansiedade, reduzindo os sintomas. Tais resultados não foram encontrados no grupo que havia tomado o medicamento. Em outro estudo que durou nove anos, liderado pelo pesquisador N. S. Vahia, do departamento de psicologia médica da Seth G.S. Medical College e do K.E.M. Hospital em Mumbai, na Índia, em 1973, os pesquisadores observaram a eficácia de técnicas da ioga e de medicamentos ansiolíticos, separadamente, na redução da ansiedade. Os autores concluíram que o grupo praticante da técnica apresentou menor índice de ansiedade na escala de Taylor; em alguns casos, os efeitos da técnica foram mais eficientes na redução dos sintomas que a clordiazepóxido (ansiolítico) e a amitriptilina (antidepressivo).

A meditação (Samyáma) é sem dúvida a técnica de ioga mais estudada, talvez pela influência que exerce em diferentes funções cognitivas. Meditar é refletir, divagar. No entanto, durante a prática, o objetivo é justamente o oposto: evitar a corrente de pensamentos, deixando que a mente foque apenas um objeto, símbolo ou mantra. Assim, durante a meditação, o esforço executado pelo cérebro para se concentrar em um único ponto torna-o ativo, ao contrário da crença comum de que a meditação nada mais é do que um estado de repouso. Ainda não se sabe ao certo o que ocorre no sistema cerebral durante a meditação, apesar de pesquisas recentes começarem a decifrar esses enigmas. Testes com eletroencefalografia vêm demonstrando que a concentração (Dhyána), uma das etapas iniciais da prática meditativa, é um processo cognitivo que requer treinamento e integração de diferentes redes neurais.

O aumento de atividade de ondas alfa (ondas de 9 a 13 Hz, que refletem estados de relaxamento) e a redução de ondas teta (ondas de 4 a 8 Hz, que indicam tanto estado de sonolência quanto de atenção), durante a meditação, mostram que o cérebro se encontra mais orientado internamente, alerta e atento – ou mais vigilante. A equipe de Richard Davidson, da Universidade Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, investigou a atividade eletroencefalográfica de indivíduos que meditavam diariamente havia mais de 20 anos e de um grupo-controle (meditadores ocasionais). Os autores observaram o aparecimento de ondas cerebrais amplas, conhecidas como ondas gama (de 27 Hz em diante), somente em indivíduos que meditavam diariamente, mostrando grande concentração e aumento de atividade neuronal.

ÉRIKA ONODERA
Após a prática da meditação, essas ondas continuavam presentes no cérebro das pessoas, como se elas estivessem sempre muito focadas e concentradas, mesmo quando não estavam meditando. Em uma segunda etapa do estudo, os mesmos autores concluíram que a melhoria na concentração pode resultar em um estado mental menos ativo cognitivamente, no qual a execução de tarefas exija menos esforço cognitivo. As implicações clínicas podem favorecer indivíduos com déficit de atenção, que apresentam dificuldades em se concentrar. Esses processos estão relacionados a um aumento de atividade de redes de atenção dos lobos frontais anteriores, incluindo uma estrutura chamada córtex cingulado anterior (CCA), resultando em melhora crônica da atenção e da capacidade de concentração. O CCA é uma região envolvida tanto em processos de atenção quanto em processos afetivos e alterações autonômicas. O CCA e o córtex pré-frontal (CPF) modulam então respostas emocionais, provavelmente controlando a atividade neural dos componentes do sistema límbico, como a amígdala (hipoativada).

A ativação dessas áreas cerebrais específicas durante a meditação contribui para a sensação de bem-estar e conforto. Além dos efeitos na cognição e no humor, a prática da meditação é capaz de influenciar o sistema imunológico por meio da redução de pensamentos prejudiciais, muitas vezes eliminados durante o processo. O pensamento “gerado” no CPF projeta-se para o sistema límbico, envolvido no procesamento das emoções. Se o pensamento for prejudicial, o hipotálamo e, conseqüentemente, o eixo HPA são ativados, liberando uma cascata neuroendócrina que resulta na secreção do cortisol, o hormônio do stress. Se essa secreção é contínua, o sistema imune acaba se enfraquecendo.
A meditação também pode atenuar sensações de desconforto. A redução dos níveis plasmáticos do ACTH (hormônio precursor do cortisol), TSH (hormônio estimulador da tireóide) e do próprio cortisol, por exemplo, aumenta a síntese de neurotransmissores como GABA (efeito inibitório da ansiedade), dopamina (envolvida no sistema de recompensa e na sensação de satisfação), serotonina (afeto positivo), endorfinas (que aumentam a síntese de glutamato no cérebro, o que estimula o hipotálamo a liberar beta-endorfinas, reduzindo medo e dor, produzindo uma sensação de bem-estar e alegria), acetilcolina (relação com o aumento nos sistemas de atenção nos lobos frontais). Cientistas sabem que a percepção corporal depende da ativação dos lobos parietais superiores. O hipocampo modula o nível de excitação cortical e de responsividade, por meio de conexões com o córtex pré-frontal, amígdala e hipotálamo. Essas estruturas estão implicadas na capacidade de atenção e nas emoções e são fundamentais para a percepção de imagens.

Hormônios do Stress

A ativação da amígdala direita resulta em estimulação do hipotálamo, com subseqüente ativação do sistema nervoso parassimpático; que é responsável por proporcionar uma sensação de relaxamento e de profunda quietude, diminuindo a freqüência cardíaca, a taxa respiratória e, conseqüentemente, a atividade do locus coeruleus (onde a norepinefrina é sintetizada). A queda na produção de norepinefrina diminuiria a estimulação do hipotálamo, reduzindo também a produção de hormônios do stress como ACTH e cortisol (eixo HPA – mecanismo citado acima). Além disso, o hormônio argenina-vasopressina (AVP), que se encontra também rebaixado durante a meditação, contribui para a manutenção de afetos positivos, reduzindo fadiga e excitação, e é significativamente importante na consolidação de novas memórias e no aprendizado.

Como pesquisas anteriores demonstraram, pelo fato de a meditação estar associada a alterações nos padrões e eletroencefalográficos de repouso, o que sugere mudanças duradouras na atividade cerebral, os cientistas começaram a desconfiar que a meditação pudesse ocasionar também alterações morfológicas em estruturas envolvidas nessa prática. Em 2005, a pesquisadora Sara Lazar e equipe, do Massachusetts General Hospital, Estados Unidos, comprovaram que as técnicas de meditação estão significativamente associadas ao aumento da espessura de determinadas regiões corticais (massa cinzenta) relacionadas a processos somatossensoriais, auditivos, visuais e interoceptivos e emocionais. A equipe de Lazar utilizou ressonância magnética funcional (fMRI) para identificar áreas ativadas durante uma forma simples de meditação e descobriram um aumento da atividade dos córtices pré-frontal e parietal, hipocampo, lobo temporal, córtex cingulado anterior, estriado e giros pré e pós-central.

Os resultados das pesquisas indicaram que o exercício ativa estruturas neurais relacionadas à atenção e ao controle do sistema nervoso autônomo. Além disso, a prática regular de meditação previne ou retarda a redução cortical nas áreas pré-frontais relacionadas à idade (a mais vulnerável aos efeitos do envelhecimento), o que pode indicar o envolvimento de múltiplos mecanismos de neuroproteção. As evidências científicas a respeito dos efeitos positivos da ioga parecem confirmar o que já se praticava na civilização indiana há mais de 3 milênios: a meditação proporciona respostas benéficas ao corpo por meio de seus efeitos potenciais no cérebro. Evitar o turbilhão de pensamentos e acalmar a mente para que ela se torne focada e alerta, como tem sido preconizado por praticantes, são processos que a ciência começa a investigar em profundidade, ajudando a preservar e difundir essa corrente filosófica milenar.
Respiração e Ritmo influenciam estado de humor
Entre as várias técnicas do yôga, os exercícios respiratórios (Pránayáma) parecem ser os que exercem maior influência nos estados de humor, justamente pela notória relação das emoções com a respiração. A regulação respiratória depende de uma série de mecanismos involuntários, podendo ser realizada sem a interferência do controle voluntário. Assim, as características da respiração se ajustam de acordo com as emoções. Entretanto, é possível alterar voluntariamente seu ritmo, freqüência e profundidade. As técnicas respiratórias orientam justamente esse controle voluntário, exercendo influência em mecanismos involuntários que regulam a respiração e o sistema cardiovascular, podendo modular a interação entre sistema nervoso simpático e parassimpático e, conseqüentemente, o eixo HPHPA. Esses exercícios ativam o sistema nervoso autônomo com a finalidade de inibir o sistema simpático e estimular o sistema parassimpático.

Com a prática dos exercícios propostos pelo yôga, os quimiorreceptores sensíveis à elevação de CO2, localizados no centro respiratório do cérebro (no tronco cerebral), começam a responder menos a esse aumento durante a expiração, de modo que o indivíduo consegue expirar mais prolongadamente, reduzindo a freqüência cardíaca. As técnicas têm como finalidade prolongar a expiração e valorizar a retenção de ar. Esse princípio conduz a um treinamento tão forte do SNA que ocorre um aumento das variações da freqüência cardíaca, mesmo quando o indivíduo não está praticando, pois o padrão respiratório involuntário é profundamente alterado. Essas pesquisas talvez expliquem por que os praticantes de ioga sejam menos propensos a desenvolver transtornos de ansiedade e de humor e respondam melhor às alterações emocionais negativas.
Conhecimento Anscestral
Especula-se que a ioga tenha surgido na civilização dravídica, que se expandiu a partir do vale do rio Indo, atual Paquistão, região que na época pertencia à Índia. Não existem documentos desse período sobre o assunto, embora a palavra seja mencionada nos Vedas, textos sagrados do hinduísmo escritos por volta de 1500 a.C. Desde então, a prática passou por muitas transformações e foi incorporada à tradição oral, até que seus principais conceitos fossem compilados em forma de aforismos por Patanjali, cerca de 300 a.C. A origem do termo vem do sânscrito, yuj, que significa “união”, “junção”.

Características das frequências de ondas cerebrais

As freqüências da Consciência
Ondas cerebrais são formas de ondas eletromagnéticas produzidas pela atividade elétrica das células cerebrais. Elas podem ser medidas com aparelhos eletrônicos como o Eletroencéfalogramo ou EEG. As freqüências dessas ondas elétricas são medidas em ciclos por segundo ou HZ(Hertz). As ondas cerebrais mudam de freqüência baseadas na atividade elétrica dos neurônios e estão relacionadas com mudanças de estados de consciência(concentração, relaxamento, meditação, etc.)

Você tem a sua própria característica de atividade das ondas cerebrais. Ela tem um padrão e um ritmo - e incorpora as freqüências Beta, Alfa, Teta, e Delta em vários níveis através das atividades diárias a medida que o cérebro as modula para se adequar à determinadas tarefas.

Beta 

Atenção
Concentração
Cognição

Você está bem desperto e alerta. Sua mente está concentrada, e você está pronto para trabalhos que requerem atenção total. No estado Beta, os neurônios transmitem as informações muito rápido, permitindo a você atingir estados de concentração. O treinamento das ondas Beta é usado por terapeutas de biofeedback para tratar um problema de aprendizagem e concentração chamada de transtorno de déficit de atenção(TDA).

Os programas que induzem ondas Beta ajudam nos estudos, nas praticas esportivas, a preparar uma apresentação em público, ou seja, analisar e organizar informações onde a concentração mental é a chave para um bom desempenho.

A faixa de ondas Beta está entre 13-30 HZ. O estado Beta está associado com concentração, atenção aumentada, melhor acuidade visual e coordenação. Os cientistas tem descoberto que as freqüências Beta 18HZ e 13HZ, Gama 40HZ usadas em muitos dos programas de áudio Holosonic, atuam em funções cognitivas complexas.

Alfa

Relaxamento
Visualização
Meditação

Quando você está relaxado, sua atividade cerebral baixa do rápido padrão Beta para as ondas Alfa mais lentas. Sua consciência interna expande. Sua energia creativa começa a fluir e a ansiedade desaparece. Você experimenta uma sensação de paz e bem-estar. O treinamento Alfa é muito indicado para tratamento do estresse.

Os programas que contém Alfa são excelentes para a solução serena de problemas, memorização, relaxar e praticar visualização. Escolha os programas Alfa quando você desejar obter níveis profundos de relaxamento.

A faixa de ondas Alfa está entre 7-12 HZ. Em Alfa, nós acessamos mais facilmente nossa capacidade dormente - ela funciona como um portal para estados de consciência mais profundos. Dentro da faixa Alfa, está a Schuman Resonance - a freqüência do campo eletromagnético da Terra, essa freqüência tem chamado muita atenção dos cientistas da área de neuroacústica pelos seus imensos benefícios.


Teta

Meditação
Intuição/Creatividade
Memória

Aprofundando ainda mais o relaxamento, você entra no misterioso estado Teta onde a atividade cerebral baixa quase ao ponto do sono. Teta é o estado cerebral onde incríveis capacidades mentais ocorrem. O estado Teta propicia flashes de imagens do inconsciente, creatividade e acesso a memórias a muito tempo esquecidas. Teta leva você a estados profundos de meditação. Você pode sentir a sua mente expandir além dos limites do seu corpo.

As ondas Teta têm um importante papel em programas de modificação de comportamento e têm sido usado no tratamento do vício de drogas e álcool. Teta é também o estado ideal para aprendizagem acelerada, reprogramação mental, lembrança de sonhos, creatividade e aumento da memória.

A faixa das ondas Teta está entre 4-7 HZ.. Em Teta, nós estamos como num "sonho acordado", ficamos receptivos a informações que estão além do nosso estado normal de consciência, ativando estados mentais extrasensoriais.

Delta

Consciência expandida
Cura e Recuperação
Sono

Delta é a mais baixa de todas as freqüências de ondas cerebrais. Está associada com o sono profundo, algumas freqüências na faixa Delta liberam o hormônio do crescimento humano( HGH ) que é muito benéfico para a regeneração celular e a cura.

Delta é a onda cerebral para o acesso ao inconsciente, onde a intuição pode aflorar facilmente.Os programas que contém Delta são ideais para o sono, a recuperação física/mental e meditação profunda. A faixa Delta está entre 0.1 - 4 HZ.


Eu aconselho a todos que queiram estudar as frequências cerebrais, que pesquisem e baixem o som da frequência pela internet mesmo, se escutarem 10 minutos de cada um dos estágios, em um mês os estados mentais estarão em pleno equilíbrio. 

As Frequências Cerebrais


As maravilhas das experiências e dos estados de consciência dos seres humanos podem ser medidas e então objetificados pelo uso de eletroencefalografia (EEG). 


Apesar de ter bastante complexidade, o cérebro humano segue normas que repetem pelo orgão todo. O que eletroencefalografia consegue fazer é ler os potenciais elétricos que estão liberados pelos neurônios enquanto mandam suas mensagens elétricas sobre o corpo da celula. Quando um grande numero de neurônios liberam eletricidade da mesma frequência numa área localizada, geram um potencial suficiente para ser lido pelo eletrodo colocado no couro cabeludo.
A quantidade de neurônios usando uma certa frequência para passar as suas mensagens definem o amplitude do potencial. Quando olhamos para um espectro de todas as frequências que são lidos pela EEG e reparamos numa frequência que tem amplitude que predomina sobre as outras frequências, estamos vendo a potencial que guia a consciência daquela pessoa naquele instante (simplificadíssimo).


Esse pequeno texto servirá para mostrar as cinco frequências mas reconhecidos como estados de consciência.  Desde 1929, neurologistas, psiquiatras, anatomistas, engenheiros elétricos,  trabalham juntos para criar um entendimento básico de consciência. Hoje em dia, esse saber está sendo aplicado à nível clinica, e com resultados replicáveis com consistência. Então vale a pena gravar esse mínimo de informação teórica antes de aprofundar no estudo dos vários padrões de atividade cerebral "problemáticos". Assim, com a "mapa" de consciência, pode decidir para onde quer se guiar.


Frequências são medidos em Hertz (ondas por segundo).  O computador consegui traduzir as ondas em formas mais palpáveis instantaneamente. Mas, isso não libera nós da responsabilidade de, pelo menos, puder fazer a leitura manual da informação que recebemos.

Vamos olhar para o espectro todo; de mais lento para mais rápido.
Delta~ 0-4 Hz
 
Repare que cada linha vertical dessa faixa representa um segundo. Agora, escolhendo o segundo segundo, contar quantas vezes a onda passou pela linha do meio. Cada duas vezes que a forma passa pelo meio conta uma onda. No segundo período contamos 4 ondas. Então temos definido aquele período com predominância de Delta.
Delta predomina no cérebro quando a pessoa está em sono profundo. Completamente com a consciência internalizada. Para o corpo, Delta serve com o estado regenerativo. Se uma pessoa tem uma predominância de Delta enquanto acordado, ele vai ter dificuldade mesmo em falar que sente muito sono. Essa pessoa vai ter um comportamento que parece desconectado com a sociedade ao seu redor.
Em biofeedback, é muito raro treinar para aumentar Delta (somente em experiências com estados transcendentais.) É também raro de treinar diminuir Delta. Em vez, treinadores podem optar para treinar diminuir atividade de todos as frequências, inclusive Delta.


Teta~ 4-8Hz:
A onda de Teta é bastante parecida em formata à de Delta. Ambos tenham uma área chapada no cume, ambos são largos. A diferença é que pode contar de 4 até 8 ondas em dentro de um segundo com Teta. Essa imagem mostra que o período tem amplitudes predominando em 6Hz, mas é fácil ver que também estão representando umas ondas de Delta e também algumas de Alfa. Lembre que é a onda que tem mais amplitude em cada instante que pode ser considerado "dono" daquela região.
Quando Teta é "dono" da consciência, a pessoa pode estar considerado sonhando acordado; em transe; intuitiva; interna. Raro é que essa pessoa consiga manter uma conversa e olhar nos olhos do outro ao mesmo tempo. Pois a conexão com o externo rompe a paz daquele lugar no "centro do universo." Teta é um estado criativo, e também sem ponto de foco. É considerado pensamento visual/emocional em vez de linguístico/racional. Quando uma pessoa gera Teta somente- é geralmente por causa de falta de oxigênio carregado pelo sangue. Com níveis baixos daquele líquido fonte-de-vida, o cérebro está forçado a operar somente em frequências lentas. Essas pessoas podem ter problemas sociais e ter dificuldades de manter um trabalho, por estar mais interno, e porque o estado Teta é mal adequado para seguir e entender instruções verbais. Com certeza tenham dificuldades em situações como a sala de aula e num trabalho com estruturas rígidas. Mas é importante olhar para o espectro todo antes de decidir o que é o estado de alguém, pois se uma pessoa gera bastante Teta e no mesmos instante, muita Beta ou Alfa, é capaz que as ondas ficam em relação com um a outra. Assim a pessoa parecerá normal em sociedade.

Alfa~ 8-12Hz:
Agora a onda afinou. Ou seja, tirou as suas chapas dos pontos da onda. Uma onda lisa e estreita- que cabe 8 até 12 ondas num segundo. Nessa imagem são realmente quase todas ondas da frequência Alfa.
Alfa é o momento que a pessoa saiu de somente si e olhou para o mundo ao seu redor. Não é um estado bastante ativo ainda. Basta observar o ambiente. É aqui que sentimos a beleza do mar, e que temos nossos momentos de curtição de musica. É em Alfa que uma pessoa escuta durante conversas, sem estar pensando na sua resposta. Simplesmente, ouvindo.
Também, se é a única  frequência que gera, essa pessoa terá problemas com ação. Pode ter até ideias excelentes, mas faltará motivação. No contrario, se uma pessoa quase não gera Alfa, (especialmente se gera bastante Beta no mesmo tempo de gerar pouca Alfa), pode ter problemas com cansaço e ansiedade que em torno acumulam as doenças mais destrutivas gerado pelo estresse de um vigília constante.
Essa pessoa terá perdido contato com o silencio que recarrega a paciência e a mente para que possa ser mais produtiva e conectada com nosso ambiente.


SMR 12-16 Hz:
Olhando para essas ondas, pode imaginar como é demorado e laborioso o processo de contar as ondas manualmente. Pela gráfico à esquerdo parece que o maior amplitude está na topo de SMR (que significa SensoriMotorRhythm) em 15Hz. Essa frequência é gerado quase exclusivamente pela lobo central do cortex (também chamada da SensoriMotor Cortex). A sensação dessa frequência é semelhante do que Alfa, só que mais corporal. Sentindo presente no ambiente imediato- e mais importante do que qualquer outra nuança- interagindo com o ambiente.
Quem gera muito SMR é um craque de futebol, ou um Michael Jordan do basquete. Uma dançarina de muitos anos não precisa mais pensar em como ela vai fazer a coreografia. Ela aprende, e depois deixa o corpo dela fazer os passos sem precisar pensar mais. Quem não gera muito dessa frequência terá problemas com sensibilidade do corpo (ou seja, dores percebidos mais de que normal). Teria menos domínio corporal e também menos controle sobre os impulsos de falar e agir em situações inapropriados. Terá problemas em dormir (incapaz de "desligar" sem ser fisicamente exausta). Essa frequência é um ponto chave do bem estar do corpo e também da mente.


Beta~ 16-20Hz:

Beta é atlético. O cérebro, para manter um ritmo tão elevado, (lembra que Hertz significa ondas por segundo) terá que ter recursos como boa alimentação, boa oxigenação do sangue e glicose. Mesmo assim, para manter o estado de Beta, os neurônios entram em poli ritmos. Ou seja, em vez de todos mandando sua carga no mesmo instante, varias grupos menores despertam em cadeias ou correntes, sem um pulso central. O eletrodo acaba lendo MUITAS ondas por segundo enquanto realmente há varias ondas (um pouco) mais lentos tocando em sinfonia.
Em Beta, conseguimos empurrar os mil detalhes que constroem um projeto. Conseguimos marcar as nossas agendas semanais com antecedência. Estudamos com Beta. Fazemos nossos deveres de escola nessa frequência. Qualquer coisa que precisa de pré-planejamento, linguagem e números vai aproveitar as forças de Beta.
Quando Beta predomina, e não está igualado pela presença de Alfa no espectro, a sensação é desagradável. É como estiver pensando e não conseguir parar de pensar. Os pensamentos fixam em si e parece que não tem saída de pensar, planejar, e preocupar. Ou seja, ansiedade. Depressão também tem esse mesmo padrão cerebral geral (com alguns nuances distintas).
Quando uma pessoa não consegue gerar Beta, vai ter dificuldade com leitura, pode compensar com hipergeraçao de Teta
Suma:Vemos que cada uma das frequências cerebrais tem usos importantes em nosso cotidiano, e que se qualquer uma frequência fica travado como o "única" onda teremos dificuldades fazendo as atividades que essa onda predominante não maneja com eficacia. Parece que o estado de saúde mental (e por elo, físico) não é a presença de uma ou outra onda, mas a relação equilibrado entre as ondas diferentes. 

Plasticidade Cerebral


Longevidade Cerebral

Cérebro: Use-o ou Perca-o


Milhões de pessoas gastam enormes quantias de dinheiro e tempo em programas de atividade física para estimular músculos e coração; ignoram o órgão mais importante do corpo: O Cérebro.
Para conhecê-lo um pouco mais, vamos viajar por dentro dele. Tomar um trem e viajar por suas estações. Vamos passar por elas e dar pequenas paradas: Tronco encefálico, cerebelo e o cérebro propriamente dito.
Primeira parada no tronco encefálico. Ele está logo acima da coluna vertebral e foi a primeira parte do cérebro formado no útero. Foi um dos primeiros elementos do cérebro a evoluir. Há 280 milhões de anos, os primeiros animais a pisar na Terra, os répteis, tinham apenas o tronco encefálico. Por essa razão uma lagartixa jamais será um animal de estimação, a que está na sua parede jamais poderá amá-la. O tronco encefálico transfere informações dos sentido e controla coisa básicas como a respiração e as batidas do coração.
O cerebelo, nossa segunda parada, fica logo atrás do tronco encefálico e ajuda o corpo a se mover. Possui a memória dos movimentos e governa a coordenação dos músculos. Por isso dançarinos e atletas têm o cerebelo muito bem desenvolvido. Movimentos pertencem à memória sinestésica.
O cérebro não existia há 80 milhões de anos quando nossos ancestrais de sangue quente, os mamíferos, passaram a habitar a Terra. Ele se parece com duas metades de nozes que juntas forma um esfera. É coberto por uma fina camada semelhante a um glacê . O cérebro que raciocina é o neocórtex. Quanto mais sulcos e fissuras uma espécie tem, mais inteligente ela é porque há mais espaço para o neocórtex.
O sistema límbico está situado numa área do cérebro que é responsável pelas emoções e pela memória. O rejuvenescimento límbico produz grandes vantagens. Intensifica a memória e produz uma sensação de bem-estar. Em algumas pessoas aumenta uma habilidade cerebral chamada sinestesia. É basicamente a coordenação dos sentidos.
Uma entre 100 mil pessoas é capaz de ver sons e saborear cores. Todo conhecimento, toda memória que você possui existem como uma entidade física. São portanto vulneráveis aos maus tratos físicos. Parece estranho falar que pensamentos e memórias são entidades físicas, mas eles são.
Caso houvesse um super-microscópio seria possível apreciar pensamentos e memórias. Ver as estruturas bioquímicas, alterações nos códigos do DNA das células, e correntes bioelétricas de energia. Recentes avanços tecnológicos mostraram que , na verdade, usamos todas as áreas de nosso cérebro, só que não com toda a eficiência. O cérebro é apenas corpo humano. Glândulas endócrinas , secretoras de hormônios, são elo principal entre corpo e mente. A mente é o software, o produto místico e misterioso de tudo o que somos. O cérebro é o hardware, um órgão físico que requer nutrição, descanso e uso.
Plasticidade do Cérebro - Até pouco tempo pesquisadores pensavam que o cérebro era essencialmente estático. Porém a tecnologia de ponta vem provando em contrário. Tomografia Computadorizada, Tomografia por Emissão de Pósitrons e Imagem de Ressonância Magnética, mostraram que, ao potencial único regenerativo do cérebro, suas áreas arruinada podem ser trazidas de volta. O cérebro não armazena cada uma de suas memórias em células cerebrais distintas ou isoladas, ou seja neurônios. Em vez disso , a memória está armazenada em redes de neurônios interligados. Se um morre, o cérebro pode restabelecer essa conexão, através de circuitos redundantes com outros neurônios.
A medida que envelhecemos nossas ramificações aumentam, como uma árvore do crescimento. As ramificações extras compensam a morte dos neurônios. Todas as células cerebrais têm ramificações chamadas dendritos. É através dessas conexões que os pensamentos viajam Quanto mais conexões melhor o cérebro funciona. Quando uma conexão deixa de existir ela pode ser substituída por outra.
As freqüências cerebrais -
ONDAS CEREBRAIS FREQUÊNCIA (*CPS) NÍVEL
DELTA: de 1/2 a 4 CPS - Inconsciência

Neurofeedback


Confirmação Científica
Pesquisas na área da Neuroacústica e Neurofeedback
As ondas cerebrais e os neurotransmissores
Pesquisas realizadas nas áreas da neuroquímica e bioquímica têm demonstrado que certas freqüências cerebrais ativam a produção de vários neurotransmissores, ou seja, diferentes freqüências estimulam certos neurotransmissores. Por exemplo, a freqüência de 10HZ (ondas alfa) eleva a produção da taxa deseretonina, um mensageiro químico que aumenta o relaxamento, diminui a dor e promove o bem-estar, ou ainda, as catecolaminas que são vitais para a memória e aprendizagem respondem a freqüência de 4HZ (ondas teta). O aumento da produção desses neuroquímicos pode aumentar a memória, o aprendizado e as respostas de relaxamento. Outro neurotransmissor que aumenta ao baixarmos a freqüência cerebral para alfa e teta é a endorfina, pesquisas mostram que a mesma está relacionada com o alívio da dor, o estímulo mental para  continuar uma tarefa, concentração, memória e a sensação de bem estar físico- mental.
O treinamento das ondas Beta para a Alta Performance Mental
A indução de ondas Beta  aumenta a atividade elétrica do cérebro, e em resposta o fluxo sanguíneo se eleva, acelerando e promovendo novas ligações dendríticas. Numerosos estudos têm mostrado que o treinamento das ondas Beta pode aumentar habilidades cognitivas como a concentração, memória e velocidade de raciocínio. Pesquisadores da Universidade de Houston usaram a indução de ondas Beta  na faixa de 14 a 18HZ para tratar Déficit de Atenção(TDA) e outras desordens de aprendizagem. Após um curto período de tratamento, eles observaram um aumento de 5 a 7 pontos no QI. Foi utilizado um protocolo similar para tratar pessoas com dislexia e falta de concentração, com ganhos de QI na faixa de 8 a 10 pontos.O treinamento das ondas Beta ajuda no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção(TDA).

quarta-feira, 30 de maio de 2012


Acerca de nomes e métodos

Observe-se que a maioria dos vocábulos com prefixo neuro podem ser substituídos ou associados ao prefixo psico, a moderna neurociência tende a reunir as produções isoladas face ao risco de perder a visão global do seu objeto de estudo: o sistema nervoso, contudo a complexidade deste, e em especial do sistema nervoso central da espécie humana, exige o estudo isolado de cada campo e o exercício da interrelação de pesquisas.

Existem pelo menos 5 maneiras de estudar a relação entre sistema nervoso e comportamento e/ou sua fisiologia:
  1. espectro animal – diversidade de modelos que a natureza oferece e os padrões reconhecíveis de comportamento e de estrutura anatômica e bioquímica.
  2. As diversas patologias e lesões anatômicas e suas conseqüências funcionais. Para deficiência mental, por exemplo, já se conhece pelo menos 200 causas.
  3. Os estágios do desenvolvimento humano/animal e envelhecimento. Existem estágios previsíveis de modificação anatômico-funcional e comportamental nas diversas fases do desenvolvimento humano.
  4. Efeito de drogas em diferentes sítios anatômicos, Existe certo consenso quanto a 3 formas básicas de efeito farmacológico de drogas no sistema nervoso. As substâncias psicoativas podem ser classificadas como lépticas (estimulantes); analépticas (depressoras) e dislépticas (modificadoras). É nesse último grupo que se enquadram as substâncias conhecidas como alucinógenos ou enteógenos.
  5. Estudo da mente (psique) e/ou comportamento. Para um grande conjunto de alterações comportamentais estudadas pela psicopatologia e criminologia ainda não existe consenso sobre suas causas biológicas e psicossociais. O mesmo pode ser dito para alterações psiconeuroendócrino fisiológicas da experiência religiosa ou êxtase religioso e estados alterados de consciência induzidos por técnicas como meditação e yoga.

Múltiplas interrelações entre esses diversos métodos e possibilidades de estudos são possíveis, contudo ainda não existe grandes teorias que façam da neurociência uma única teoria ou método científico com suas múltiplas aplicações práticas na área médica (NeurologiaPsiquiatriaAnestesiaEndocrinologia, Medicina Psicossomática) ou paramédica (PsicologiaFisioterapiaFonoaudiologiaTerapia Ocupacional etc.).
Uma forma distinta de conceber a diversidade de metodologias com que podemos estudar o cérebro é, como proposto por Lent, 2004, acompanhar, em princípio os distintos níveis anatômicos – funcionais que a biologia utiliza para o estudo dos seres vivos. Estabelecendo então: Neurociência molecularNeurociência celular como níveis de análise equivalentes as bem estabelecidas disciplinas da bioquímica e citologia; A Neurociência sistêmica orientada pelos princípios histológicos, estruturais e funcionais dos aparelhos e sistemas orgânicos; A Neurociência comportamental em princípio acompanha os níveis de organização básica do indivíduo ou seu comportamento equivalendo aos estudos da Psicobiologia ou Psicofisiologia e finalmente a Neurociência cognitiva ou estudo das capacidades mentais mais complexas, típicas do animal humano como a linguagem, autoconsciência etc. que também pode ser chamada de Neuropsicologia.
Observe-se que não há um plano ou nível privilegiados de análise e nem sempre a melhor explicação de um nível situa-se necessáriamente no anterior (ou posterior). Paradoxos complexos podem ser criados como o estudo molecular da consciência ou o entendimento da consciência e comportamento como propriedades emergentes relativamente independentes do estudo do sistema nervoso. Um entendimento pleno deve considerar como verdadeiras e igualmente importantes todas as maneiras de estudo do cérebro e sistema nervoso.

O cérebro, a mente e os seus problemas


O cérebro, a mente e os seus problemas

Além da tarefa ainda não concluída em milhares de anos de pesquisa, especulação tentativa, erro e acertos sobre a anatomia e fisiologia do cérebro e de suas funções sejam o comportamento/pensamento (psique) ou os mecanismos de regulação orgânica e interação psicossocial alguns problemas se impõem aos pesquisadores, destacam-se entre estes os que podem ser reunidos pela patologia.
Ressalte-se, porém a inconveniência de reduzir a neurociência à clínica e anatomia patológica como na história da medicina já se fez, e perdermos de vista a possibilidade de construção de um conhecimento da saúde (não redutível ao oposto qualificativo da doença) considerando também as dificuldades de aplicação dos conceitos da patologia às variações genéticas e bioquímicas das espécies e natureza da psique e/ou comportamento.
Assim esclarecido temos duas estratégias básicas para abordar os problemas da mente-cérebro e/ou a principal aplicação prática da neurociência:
O estudo da função nervosa e suas alterações ou seja:
coma, alterações da consciência e do sono;
Alterações dos órgãos dos sentidosdelírios, alterações do intelecto e da fala;
Distúrbios do comportamento, ansiedade e depressão (lassidão, astenia);
Espasmosincontinências e outras alterações da regulação orgânica.
O estudo etiológico das patologias do sistema nervoso:
Doenças do desenvolvimento, degenerativas e desmielinizantes;
Infecções por grupo de agentes e sítio anatômico (meningitesencefalites,etc.);
Traumatismo no sistema nervoso central e periférico;
Doenças vasculares (hipoxias, isquemias, infarto hemorragias);
Neoplasias (tumores malignos, benignos por tecido de origem e cistos);
Doenças neuroendócrinas, nutricionais, tóxicas e ambientais;
Transtornos mentais e distúrbios do comportamento
Para uma classificação mais detalhada de tais patologias, consultar os capítulos V: Transtornos mentais e comportamentaisVI (Doenças do Sistema Nervoso); e VII (Doenças do Olho Ouvido e Anexos) da Classificação Internacional das Doenças 10ª Revisão – CID 10.

Um pouco de História

Se não considerarmos que o conhecimento de métodos de tratamento invasivo como trepanações, utilização de plantas psicoativas e outras técnicas de modificação da consciência e anestesia, fazem parte da neurociência, podemos tomar como data de criação desta interdisciplina a publicação de De morbis nervorum em 1735 , de autoria do médico holandês Herman Boerhaave, considerado o primeiro tratado de neurologia, ou a descoberta da função cerebral; que se atribui ao grego Alcmaeon da escola Pitagórica de Croton em torno de 500 aC, que discorreu sobre as funções sensitivas deste, reafirmado por Herófilo, um dos fundadores da escola de medicina de Alexandria (século III aC.), que descreveu as meninges e a rete mirabile (rede maravilhosa) de nervos (distinguindo este dos vasos) e medula com suas conexões com cérebro, cujo conhecimento foi sistematizado e demonstrado empiricamente, através do corte seletivo de nervos, por Galeno (130-211 aC.)

Algumas Bibliografias


Alexander, Franz G, Selesnick, Sheldon T. História da psiquiatria: uma avaliação do pensamento e da prática psiquiátrica desde os tempos primitivos até o presente. São Paulo : Ibrasa, 1968.
Canguilhem, Georges. O Normal e patológico, RJ, Forense-Universitária, 1982
Foucault, Michael. Doença Mental e Psicologia, RJ, Tempo-Brasileiro, 1968
Harrison, T. R. Medicina Interna (8ª Ed.). RJ, Guanabara Koogan, 1980
Hubel, David H. El cérebro, edicion especial sobre neurobiologia da Investigacion y Ciência, nº 38. Barcelona, noviembro de 1979 ou The Brain, Scientific American nº 3, v 241. USA, september 1979
Lent, Roberto (Ed.). As ciências do cérebro. Numero especial da Rev. Ciência Hoje, v16/ nº 94, Rio de Janeiro, setembro-outubro de 1993
Lent, Roberto. Cem bilhões de neurônios: conceitos fundamentais de neurociência. SP, Atheneu,2004
McGaugh, J.L.; Weinberger, N.M.; Whalen, R.E. Psicobiologia, as bases biológicas do comportamento. (textos do Scientific American). SP, EDUSP – Polígono, 1970
Oliveira, J.W. B. Estudo histórico da neurologia. RJ, Castália, 1980
Robbins - Patologia Estrutural e Funcional R.S. Cotran, V. Kumar, S.L. Robbins, ed. 5ª edição, Guanabara Koogan, R.J., 1996.

Ligações Externas


Grandes Autores


Essa lista propõe-se a identificar os principais autores dos diversos países que contribuíram para o desenvolvimento do que hoje entendemos por neurociência classificados provisoriamente por área de desenvolvimento, a saber:
Psicofísica e estudos da percepção:
Estudos das correlações entre a forma e função no sistema nervoso:
Estudos das correlações entre o sistema nervoso normal e patológico:
Estudos da engenharia do cérebro, inteligência artificial e cibernética:
Estudos sobre as emoções e interação mente-corpo (psicossomática), desenvolvimento da psiquiatria e psicanálise:
Neurofisiologia, psicofarmacologia, neuropsicologia contemporânea:

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Malhe seu cérebro!


melhor com a ginástica cerebral

As atividades físicas são fundamentais para manter o corpo ativo e com disposição. Para o cérebro, a regra não é diferente. Nossa mente, ao longo do tempo, vai perdendo sua capacidade produtiva e, se não for treinada com exercícios, pode falhar quando mais precisarmos.

Pesquisas recentes apontaram novos métodos que podem ser incluídos nas atividades diárias, para ajudar a desenvolver as conexões cerebrais. Com a ajuda dessas estratégias, é possível aumentar a capacidade do cérebro, além de evitar que ele perca sua agilidade com o passar do tempo.

O nome da técnica é Neuróbica, que significa aeróbica dos neurônios. A proposta, criada pelo cientista americano Larry Katz, é exercitar o cérebro, contrariando as ações automáticas do dia a dia. Se você é destro e só escova os dentes com a mão direita, por exemplo, experimente usar a esquerda. Isso ajuda a tirar a mente da zona de conforto e fazê-la trabalhar mais. 

A mesma dica vale para o relógio de pulso e o mouse do computador. O simples fato de trocá-los de lado faz com que você saia da rotina e coloque a cabeça para funcionar.

Estímulos
Há, também, outros tipos de atividades que ajudam a estimular o cérebro. A aposentada Stela Tavares Oliveira, 78 anos, tem aulas de ginástica cerebral e conta que faz atividades como palavras cruzadas, sudoku e operações matemáticas para ativar a mente. "Senti necessidade porque, com o tempo, a gente começa a esquecer as coisas. Depois das aulas, senti muitas melhorias no meu dia a dia", conta Stela.

Segundo a neuropsicóloga, Simone Domingues, os neurônios funcionam por ativação. Então, quanto mais estimulados, mais eficientes eles se tornarão. "Então, mesmo que haja uma perda natural de neurônios e funções pela idade, fazendo atividades cognitivas diversificadas é possível garantir que essa perda seja menos expressiva", explica.

Além das opções mais conhecidas, como palavras cruzadas, sudoku e quebra-cabeça, a educadora que atua na área de Neuróbica, Gilma Calaes, também propõe exercícios de lógica, cubo mágico, desafios matemáticos e jogos. "Todas essas são formas de apresentar estímulos para o cérebro", diz Gilma.
Os exercícios, ao contrário do que se imagina, não são indicados apenas para idosos. Os desafios devem começar a ser lançados desde a infância. "Uma criança que recebe muitos estímulos visuais e auditivos, pode ter um melhor desenvolvimento cerebral e na eficiência dos neurônios", explica a neuropsicóloga.

Falar outro língua retarda Alzheimer

Falar mais de uma língua ajuda a adiar o aparecimento de Alzheimer. Essa é a conclusão de um trabalho do Instituto de Pesquisa Rotman, no Canadá, que acompanhou cerca de 200 pessoas. As que falavam duas línguas demoraram quase cinco anos a mais para desenvolver os sintomas.

                               Atividades para deixar o cérebro mais ativo

Troque o lado  - Zona de conforto: Se você é destro, procure fazer algumas atividades com a mão esquerda. Isso vai  ajudar você a sair da zona de conforto e colocar a cabeça para funcionar

Sudoku - Ideal: O jogo envolve números e lógica e é um ótimo exercício para a mente

Xadrez - Raciocínio: Se você não sabe jogar, procure aprender. Se já sabe, pratique. O xadrez é um ótimo exercício de raciocínio

Cubo mágico - Soluções: Um dos brinquedos mais populares do mundo, o cubo mágico é um quebra-cabeça que exige que a pessoa pense em várias soluções

Palavras cruzadas - Ligue-se: O desafio de encontrar as palavras certas para colocar em cada espaço ajuda o cérebro a ficar mais "ligado"

Jogar cartas - Pratique: Se você tem um grupo de amigos que tem o costume de jogar cartas, coloque esse momento na sua agenda semanal

Fale outra língua - Desafio: Falar uma segunda língua ajuda a criar desafios para o cérebro e estimula novas conexões nos neurônios

Troque de caminho - Alternativo: Se você faz sempre o mesmo percurso para ir ao trabalho, experimente passar por outro caminho

8 dicas da neurociência para maximizar o poder do seu cérebro


Nos últimos tempos eu praticamente só venho falando com meus amigos sobre o livro Your Brain at Work. Às vezes penso que estou sendo chato sempre que começo a falar sobre o livro, mas gente, o livro é bom pra caramba. É tão bom que eu comecei a estudar, junto com um amigo neurocirurgião, a possibilidade de fazermos algum trabalho juntos para maximizar o poder profissional dos empreendedores, através do bom uso do cérebro. Estamos em uma fase embrionária do trabalho e, por enquanto, resolvi expor aqui as 8 super dicas que aprendi com a neurociência neste livro, que tenho aplicado na minha vida diária como pai, filho, marido, amigo e empreendedor.

1. NÃO TENTE PLANEJAR NADA AO LONGO DO DIA
Toda vez que planejamos algo, o nosso cérebro consome muitos recursos da nossa máquina. Temos uma espécie de pequeno palco no nosso cérebro onde só cabem um ou dois atores de cada vez. Por isso, as tarefas de planejamento devem vir no início do dia, para que ao longo do dia façamos tarefas mais “burras”, ou melhor, “automáticas”. Gastamos muita energia quando ficamos feito “barata tonta” sem saber o que fazer primeiro. A cabeça, cheia de problemas, volta e meia, trás mais um problema prioritário a mente e ficamos nessa de apagar incêndios o dia todo. Priorize e planeje primeiro o seu dia. Depois só execute.
2. SIMPLIFIQUE, PRIORIZE E DESENHE NO PAPEL
A parte do cérebro que toma decisões, é muito pequena e logo se enche. Portanto, se temos muitas coisas a serem feitas ao longo do dia, a melhor coisa que possamos fazer para maximizar o desempenho do nosso cérebro, é escrevê-las no papel e depois tentar agrupá-las dentro de poucos itens. Depois disto feito, o melhor é desenharmos no papel algum símbolo que nos lembre daquela tarefa. Assim utilizamos menos recursos do cérebro, que não precisa guardar conjuntos de palavras e sim apenas imagens. Se por exemplo tenho que escrever artigos para o Insistimento, guardo as ideias de titulo dos artigos em uma lista, mas na lista de tarefas do meu dia, desenho apenas a logo do Insistimento no papel, que automaticamente me lembra que devo fazer aquilo primeiro. Faço isso utilizando sempre os logos de todos os projetos que trabalho na Noxion. É impressionante como fica mais fácil me gerenciar.
3. FAÇA APENAS UMA TAREFA POR VEZ
Entendo que o mundo é multi-tarefa e que tem muita gente que diz que consegue trabalhar fazendo mil coisas ao mesmo tempo. A verdade é que elas não conseguem. Elas estão, em bom português, “esmerilhando” o cérebro delas. Se tentarmos fazer tarefas que envolvem alguma decisão nossa, ao mesmo tempo em que tentamos executar uma atividade motora, uma atrapalha a outra. Essas duas partes do cérebro estão ligadas. Por isso não é recomendado que se fale ao celular enquanto dirigimos. Tanto as nossas decisões tomadas na conversa ao celular serão influenciadas, assim como a nossa destreza para dirigir. Quando escrevo artigos, por exemplo, fecho tudo o que pode me interromper: a porta do escritório, o skype, o celular, o e-mail, etc.
4. MANIPULE A HISTÓRIA DA VIDA QUE VIVE
Nós podemos conscientemente manipular nossos níveis de norepinefrina e dopamina, de muitas formas para maximizar nossa capacidade de alerta e interesse. Essas duas substâncias, produzidas pelo cérebro, são responsáveis por influenciar o nosso humor, nosso nível de ansiedade, poder de sono, alimentação, níveis de prazer e motivação. Ambas são ativadas pelas histórias que produzimos no nosso cérebro. Pintar os acontecimentos que vivenciamos de “rosa” é uma coisa muito boa, não porque elimina o nosso estresse, mas aumenta a sensação de prazer. Deu uma topada e arrebentou o tênis. Manipule o acontecimento dizendo para si: “Finalmente esse tênis arrebentou para eu comprar outro”.
5. RELAXE A SUA MENTE E TENHA MAIS INSIGHTS
Tem determinados momentos da nossa vida que vivemos um impasse. Não chegamos à solução nenhuma e ficamos brigando com a nossa cabeça para enxergarmos uma saída do nosso problema. Melhor coisa para se fazer é deixar pra lá. Isso mesmo. Relaxe. Vá fazer outra coisa. Até mesmo uma simples caminhada até a padaria da esquina, já pode nos livrar do nosso impasse. Uma mente relaxada e com um mínimo de atividade elétrica, é o jeito mais fácil para se ter cada vez mais ideias. Talvez por isso Einstein disse uma vez: “Paro de pensar e a verdade me é revelada”.
6. MATENHA-SE OTIMISTA
Se deixarmos, o nosso cérebro não pára. Ele é apaixonado por histórias e as ficará remoendo sempre se permitirmos. Você já se pensou no que poderia ter acontecido em algo que já aconteceu? Ou no que pode acontecer em um acontecimento que ainda não ocorreu? Nosso cérebro adora vivenciar múltiplas opções para os acontecimentos. Quando imaginamos todas as opções que podem nos acontecer, estamos vivenciando-as e com isso perdendo muita energia. Manter-se otimista, é a melhor solução para manter o nosso nível de performance lá em cima. As pessoas que cultivam o pensamento de que “sempre vai acontecer o melhor para elas” vivem mais e tem melhor desempenho no trabalho.
7. CULTIVE SEGURANÇA
Tem gente que não sabe o que quer, para onde vai ou o que está fazendo. Elas deixam tudo a Deus dará e vivem uma vida angustiante. O nosso cérebro quer ter certeza das coisas. Ele precisa saber o que fazer amanhã, e depois, e depois. Do contrário, ele mesmo vai ficar maquinando e gastando a energia de todo o nosso corpo para descobrir o que fazer. Precisamos assumir o controle e dirigir este veículo. Do contrário, vamos ficar com quem anda de bicicleta em rua de terra e pedra sem as duas mãos. Não vamos ficar muito tempo equilibrados né?
8. NÃO SUPERESTIME SUAS EXPECTATIVAS
Se você nunca estabeleceu metas ou nunca as cumpriu, não faça agora como a maioria das pessoas faz e coloque suas metas lá em cima. Comece por baixo. Se você quer comprar um carro no final do ano, porque não trazer um pouco essa meta para próximo do dia de hoje e reduzir um pouco suas expectativas? Fale que pretende juntar mil reais apenas em dois meses. Quando isso for fácil para você, aumente um pouquinho a meta e assim por diante. Quando cultivamos expectativas, nos frustramos e carregamos essa frustração por um longo período na nossa vida, remoendo sempre a mesma história de que não conseguimos cumprir o que determinamos. Manipule isso criando metas menores e expectativas menores em relação a vida.
CONCLUSÃO
Exercitar o cérebro é como exercitar o corpo. Precisamos de vontade e ao mesmo tempo disciplina diária para continuar. Porém, se vemos os resultados positivos daquilo que estamos fazendo ao nosso redor, percebemos aí uma oportunidade de continuarmos nos exercitando para o nosso próprio bem estar. Torne-se o diretor do seu cérebro. Comande-o. Faça-o fazer aquilo que você quer e perceba, através da auto-observação, como você pode tornar-se melhor que você mesmo dia após dia.